Newton Uzeda e o Twitter!

Depois de ouvir falar-se tanto sobre o tal Twitter, resolvi dar uma entrada e ver o que acontece por lá. Entrei no site, fiz meu cadastro, entrei.
Sabem aquela sensação quando entramos no banheiro feminino por engano? ou quando entramos em algum lugar e pegamos outras pessoas em atos felativos? Pois bem, foi exatamente isso. Entrei, olhei, pedi desculpas pelo equívoco e sai; fechei a porta rapidamente para não mais voltar.
Realmente não entendi a coisa. Acabei de entrar, e já tinha uma porrada de frases de outras pessoas que não conhecia e não quero conhecer! Twitter… arrrrg… Ainda tentei procurar um modo de bloquear aquele monte de frases soltas saltando na minha tela. Nada, nem sei como foram parar lá. Sei lá, parece-me coisa de quem não tem o que fazer, e fica lá lendo o que os desconhecidos escrevem em espaços limitados.
Se com espaço livre, as pessoas já não conseguem se comunicar, imaginem engessadas em 140 caracteres. Inviável. Será isso tudo preguiça de escrever? preguiça de ler??? Deve ser preguiça de viver, afinal de contas “precisamos” de um mundo mais light e verde. Um mundo sem sabor, cor, textura ou aroma. No twitter, as pessoas não tem espaço para adjetivar nada, para decorrer sobre assunto algum, para argumentar em cima de nada. Tal qual a Novilíngua um dia mostrada sob o pseudômino de Jorge Orwell.
Cada vez falaremos menos, escreveremos menos, leremos menos, escutaremos menos, pensaremos menos; tal qual querem que façamos, assim não um dia será tarde demais até mesmo para querer voltar atrás; já não conseguiremos mais querer voltar a ler, escrever e pensar. Não, não nos será dado esse direito.
Triste fim terá nossa sociedade. Espero que a próxima tenha mais estudo, mais cultura e mais sabedoria para não seguir os passos desta.
Newton Uzeda



