The Adventures of Baron Munchausen
“The Adventures of Baron Munchausen“, filme de Tery Gilliam, membro do exelso grupo comico inglês Monty Phyton e responsável pelas seqüencias de animação da série de televisão Monty Phyton´s Flying Circus, é um filme que nos brinda com uma crítica ao racionalismo e as relações de poder. Nos mostra a recusa social à imaginação, ao extraordinário e ao utópico. “Num mundo sem fantasia, não há lugar para o Barão de Munchausen” é dito pela própria personagem em um ponto do filme, nos mostrando paralelamente o ambiente que se passa o filme, como o próprio sentimento de Gilliam. Até o próprio barão, existiu realmente, tornando-se parte do folclore europeu, conhecido por contar as mentiras mais cascudas nas cortes do séc. XVI. o aventureiro alemão nem se preocupou em tentar desmentir um livro que extrapolava ainda mais suas mentiras, a ponto de retratar uma viagem à Lua, publicado em 1785.
Gillian iniciou sua carreira como animador e cartunista fotográfico, tendo como um de seus primeiros trabalhos a Help! que tinha como protagonista o futuro Phyton, John Cleese. Mudando-se para a Inglaterra, Gilliam trabalhou no programa Do Not Adjust Your Set, onde conheceu Eric Idle, Terry Jones e Michael Palin, todos futuros Phyton. Já no Monty Phyton, Gilliam era a principio creditado apenas como animador com seu nome separado dos outros 5 membros, mesmo sendo um dos fundadores. Suas animações apareciam entre os sketches do programa, carregava o visual do grupo em outras midias como LPs e capas de livros. Como ator, Gilliam normalmente fazia os papeis que ninguém queria, raramente tendo papéis principais, sendo os mais memoráveis os de Patsy em Monty Phyton and the Holly Grail e o de guarda da prisão em Life of Brian.
O Filme, que faz parte de uma trilogia não declarada, juntamente com Brazil e Tideland, é para alguns a narrativa mais bem amarrada e coerente da carreira de Gilliam. O velho Aristocrata precisa encontrar seus antigos párias de aventuras para liderar a resistência aos turcos, que estão invadindo a cidade onde se encontra Sally Salt (interpretada por Sarah Polley), garota que é o centro emocional segurando o fio condutor de uma série de aventuras retratadas no filme, indo desde uma viagem à Lua, encontro com o Deus Vulcano e um passeio em um balão feito de calcinhas. Como a maioria de seus filmes, o Barão de Munchausen se passa em partes dentro da imaginação do protagonista, que toma o lugar de seus interprete em um teatro afim de contar suas próprias versões de suas aventuras. Gilliam sempre coloca a sanidade de suas personagens em cheque, e depois colocando a prova a capacidade interpretativa do espectador, e o mesmo não deixa de ser verdade no caso de Munchausen, onde a transição do “real” para o “imaginário” é quase que imperseptível, nos dando um susto na seqüencia final do filme, pouco antes da guinada final da história.
Definir o filme como ficção, realidade, documentário ou qualquer outro gênero; seria como tentar definir o estilo musical de Jethro Tull. Sob uma perspectiva, podemos dizer se tratar de um filme ficcional e extraordinário e em contra partida, podemos argumentar dizendo que tudo se passou dentro da cabeça do Barão, logo o filme não é em nada insólito e que é a sanidade do velho barão que está definhando. Mas novamente, “Num mundo sem fantasia, não há lugar para o Barão de Munchausen“, e em meu mundo, esta obra prima tem sim lugar, juntamente com o Barão de Munchausen e suas histórias maravilhosas.
“O que seria do Mundo, sem o Capitão Gancho?” — Capitão Gancho em “Hook”
Newton Uzeda
















Adorei!
Vc tem escrito tão bem, este texto é a sua opinião “escritinha” hahahahah
eu não te falo sempre que já sei o que vc vai falar?
Pq eu tô sempre te ouvindo!
Parabens!
Espero que vc tire um 10 e ganhe uma estrelinha!
bjos