Star Trek XI

2009 May 11

Em uma entrevista antes de sua morte, Gene Roddenberry disse que um dia viria uma pessoa que faria Star Trek melhor, e que ele teria que aceitar isso. Claramente isso nem de perto aconteceu! J.J. Abrams, realmente achava estar dirigindo uma Space Opera, coisa que Star Trek nunca foi, e mesmo assim temos uma Enterprise atirando mais que uma gatling gun, e um vilão sem profundidade alguma. Quase um Darth Maul que só esta ali pra acabar com a festa e ser marrentinho. Alias, realmente parece que o imbecil do J.J. Abrams, realmente queria estar dirigindo um Star Wars (tomara que isso nunca aconteça!) visto que até um planeta inteiro explodiram! Quase ouvi o tema imperial tocando quando isso aconteceu, e comecei a procurar a Estrela da Morte!
Assisti o filme na estréia, e simplesmente não vi Star Trek! Tinha tudo, o nome da franquia, os nomes das personagens, as naves, o universo inteiro estava lá… porém não estavam as personagens, não era Star Trek. Logo de cara temos uma cena que poderia aparecer em um “Velozes e Furiosos 14 – O Desafio nas Estrelas”.
Existiu uma descaracterização enorme das personagens. Spock estava demasiadamente emotivo, e com uma excelente relação com o Pai. Sarek, o pai de Spock, tinha uma péssima relação com o filho, visto que ele achava que ele deveria dedicar-se as atividades cientificas em Vulcano, e não se falavam a 18 anos como é mostrado na Série Clássica! Outra coisa Sarek nunca iria falar que se casou com a mãe de Spock por amor. Os vulcanos se casam para completar um ao outro, e extravasar esse sentimentalismo barato e angariador de suspiros foi o cúmulo.
A Uhura, mesmo tendo se insinuado para o Spock na série clássica, não precisava ser a vagabunda que foi mostrada. Nichelle Nichols era uma mulher muito bonita, e essa fulana ai é uma menina feia, com cara de nada.
O Sulu ninja com uma espada retrátil eu vou me poupar de comentar.
Vejo tudo isso como um problema de construção, ou melhor, de não entendimento das personagens. O próprio McCoy, estava apagado. Sem a participação esperada de um amigo de Kirk de bem antes da academia ou pelo menos bem mais tempo do que 3 anos, antes de ingressar na Enterprise, como era subentendido na série clássica. A relação Id, Ego e Super Ego entre Kirk, Spock e McCoy foi chutada para escanteio.
Outra coisa que me irrita bastante, é essa necessidade de humor sem limites que são empregados nos filmes. Nem em um show do Seinfeld existem tantas piadas por minuto! Infelizmente, até Leonard Nimoy parecia errado no filme. Nem mesmo ele conseguiu nos salvar. Parecia que ele estava perdido no meio de um filme que estava deformando um universo inteiro. Nem mesmo Nimoy pode fazer alguma coisa contra. Ele estava fora do lugar.
Agora, falando de roteiro:
Temos que entender o maldito fetiche que Abrams tem por viagens temporais e flash-backs. Só temos que estipular duas coisas. Primeiro que flash-back é um recurso pobre de roteiros, para cobrir aquilo que não pode ser explicado de outra maneira. E segundo, as conseqüências da viagem no tempo só poderia alterar os acontecimentos ocorridos após a chegada do viajante, não os anteriores a chegada!
O Pai de James T. Kirk já era capitão reconhecido pela Federação, e no filme mostra que ele ganha o comando da Kelvin devido ao aparecimento de Nero, e James Kirk nasceu em Iowa! Christopher Pike tinha uma idade aproximada a de J.T. Kirk. Somente estes três fatos são o bastante para mostrar um roteiro furado. Depois disso, vale qualquer coisa, até a Enterprise ser construída na Terra!
J. J. Abrams, simplesmente não teve respeito algum pela série, pelos fãs. Gostaria de rever o belíssimo curriculum do boçal:
Lost, com apenas a primeira temporada boa, devido ao roteirista Javier Grillo-Marxuach, que foi demidito, e criou a excelenteThe Middleman.
Alias – porcaria.
Frindge – nem vou assistir.
Cloverfield – “filme de monstro” como ele mesmo define.
Enfim, um diretor medíocre, sem respeito, que não sabe o que está fazendo. Idéias pobres, visão curta, mal gosto. Isso é o que, para mim, define J. J. Abrams.
Como são muitas as coisas irritantes no filme, irei lista-las abaixo:
1- Spock se agachando para ser tele transportado.
2- Espada Retrátil.
3- Vulcano explodindo.
4- O sotaque do Chekov.
5- A Maldida Espada Retrátil!
6- Entre muitas outras…

Mas, como nem todas as coisas são 100% ruins, no meio deste filme perdido, temos Karl Urban, que mesmo sendo muito grande fisicamente para a personagem, e tendo apenas uma pequena participação no filme, foi a melhor interpretação do filme. Colocou a mesma entonação na voz, o mesmo modo de falar, olhar, andar. Provavelmente o único que entendeu o que era Star Trek.

Só me resta esperar 2011, e ver o que será do próximo filme, visto que esse já ganhou dinheiro o bastante para fazer o próximo ser válido.

Vida Longa e Prospera

Newton Uzeda

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  1. Terminator 4 - Salvation | blog.newtonuzeda.com

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